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Aos 70 anos, uma em cada cinco pessoas sofrem de alguma dificuldade cognitiva. Em cinco anos metade destas progridem para demência e morte. Não existe um tratamento eficaz para a doença de Alzheimer, nem na população típica nem nas pessoas com Síndrome de Down.  Por isto, quanto mais cedo começam as medidas preventivas melhor.

Pacientes com Alzheimer costumam apresentar altos níveis de homocisteína circulantes no plasma. Concentrações de homocisteína acima de 14μmol/L) podem dobrar o risco de demência. Para baixar os níveis de homocisteína no sangue é importante limitar a ingestão de carnes pois são ricas em metionina, a qual pode ser metabolilzada em homocisteína. Também é importante ingerirer mais frutas e vegetais (especialmente os de folhas verdes pois são ricos em vitamina B9 – folato). O folato também pode ser encontrado nos feijões e gema dos ovos.

O corpo utiliza as vitaminas B9, B12 e B6 para desintoxicar a homocisteína. A suplementação destas vitaminas na dosagem e com forma farmacêutica adequada retarda a taxa de atrofia cerebral e reduz o comprometimento cognitivo, como mostrado em estudos de neuroimagem estrutural. A suplementação deve ser crônica, por anos, para que o efeito seja conseguido. Por isto o acompanhamento médico e nutricional é fundamental.

Pessoas com dietas baseadas em plantas em geral possuem os níveis de homocisteína 20% menores do que pessoas que consomem mais carnes e alimentos industrializados, contanto que o aporte de B9, B12 e B6 seja adequado. Converse com seu nutricionista acerca da necessidade de suplementação.

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